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Presidente do Barcelona fala sobre dívidas e culpa "gestor" por crise

"Em média, são três meses de salários atrasados", admite dirigente

Por Leonel Sousa em 28/06/2018 às 19:10:40

Arte: Rogério Perucci

O Barcelona de Vilhena ainda não completou dois anos de existência, mas já tem uma história significante, afinal, foi finalista dos dois Estaduais que disputou (2017 e 2018), e mesmo que o título não tenha vindo, mostrou força ao deixar para trás equipes tradicionais do futebol rondoniense.

Este ano, o clube também representou Rondônia na Série D do Brasileirão e ficou de fora da segunda fase pelo saldo de gols.

Se dentro das quatro linhas as coisas andaram razoavelmente bem, fora delas as decisões equivocadas e o mau gerenciamento colocaram o clube numa situação complicada, com atrasos no pagamento de fornecedores e salários dos atletas.

O presidente do Barcelona, José Luís Pereira, confirmou que o clube deve, somente de folha salarial atrasada, R$ 160 mil. "Temos três folhas atrasadas, e eu estou batalhando, lutando para levantar esta quantia para fazer o acerto com os jogadores", disse o dirigente.

 

ORIGEM DA CRISE

De acordo com José Luís, uma parceria foi firmada entre ele e o gestor Adriano Ferreira para o Campeonato Rondoniense 2018. No acordo firmado verbalmente, "um erro crasso", assume José Luís, Adriano assumiria as atividades do clube com poderes de presidente e seria responsável pela formação do elenco e pela captação de recursos. "Eu me afastei do clube, todas as decisões foram tomadas por ele, que garantiu que tinha investidores certos para a temporada, mas nenhum dinheiro entrou a não ser uma quantia que eu arrumei e que seria para o pagamento do período de preparação dos atletas, e que segundo alguns jogadores revelaram, receberam valores menores do que ele (Adriano Ferreira) alega ter pago", disse.

No final do primeiro turno, sob a ameaça de tirar o clube do Estadual, José Luís reassumiu o Barcelona. "Minha ideia era a de diminuir a folha, mas já não havia tempo hábil para inscrever novos jogadores", conta o cartola. O dirigente lamentou ainda algumas contratações desnecessárias de atletas que sequer entraram em campo, mas que geraram gastos com passagens, transferências e salários.

 

O OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com Adriano Ferreira, que nega ter assumido o clube e disse que era um simples funcionário. "Fui contratado para montar um elenco para ser campeão e montar uma base boa para o Barcelona; mas, como Zé (José Luís Pereira) não tinha encontrado um patrocinador, tentei ajudar pedindo para amigos e negociantes do futebol; no entanto, no momento de crise, acharam melhor não investir. Eu nunca prometi nada", garante Ferreira.

Adriano Ferreira acusou o presidente de tentar se eximir da responsabilidade. "Sobre eu ser o responsável pela situação do clube, não concordo. Acho que tentamos e me tiraram do clube; e desde o momento que eu saí, já não tenho mais compromisso com ele. Até acho uma forma de tirar dele a responsabilidade, jogando para cima de um funcionário, que é o que fui", disse.

Ferreira disse ainda que não assinou nenhum contrato falando que ia pagar ou arrumar patrocinadores, ou rezando que ele fosse o responsável pelo clube. "Como podem me culpar pela situação se eu não estava lá no Barcelona depois de um mês e alguns dias?", questiona.

 

FUTURO DO BARCELONA

Sobre o futuro do futebol profissional do clube, José Luís disse que agora está empenhado em buscar recursos para quitar os débitos com os atletas e somente após essa etapa é que iniciará o planejamento para a temporada 2019. Além do Estadual, o Barcelona tem vaga assegurada no Campeonato Brasileiro Série D 2019.

 

Fonte: Folha do Sul

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